

O mês de junho de 2026 quebrou recordes e se tornou o mais chuvoso já registrado em Fernandópolis desde que a Estação Meteorológica do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) começou a monitorar o clima na cidade, há 18 anos. Instalada no campus da Universidade Brasil, a estação realiza essas medições oficiais desde 2009.

Os termômetros e medidores apontaram um acumulado impressionante de 177,7 milímetros de chuva ao longo do mês. Esse volume representa um salto de 310,4% acima da média histórica para os meses de junho na cidade, que costuma ser de apenas 43,3 milímetros. O recorde anterior pertencia ao ano de 2012, quando choveu 144,1 milímetros. Para efeito de comparação sobre a oscilação do clima na região, o mês de junho mais seco de toda a série histórica aconteceu há dois anos, em 2024, quando não caiu uma única gota de chuva.
A maior parte da água se concentrou em um intervalo de duas semanas, entre os dias 11 e 26 de junho. O dia mais chuvoso do mês foi o dia 14, quando um forte temporal despejou 58,4 milímetros de água em um período de apenas 24 horas. A população também enfrentou dias bastante úmidos nos dias 15 e 23, que registraram 34,2 e 18,2 milímetros, respectivamente.


Com essa virada no tempo, Fernandópolis fechou o primeiro semestre de 2026 acumulando um total de 950,4 milímetros de chuva. Esse inverno atipicamente chuvoso acabou adiando o início da tradicional temporada de seca na região Noroeste Paulista. De acordo com especialistas, o fenômeno foi visto com otimismo no campo, pois garantiu uma excelente umidade para o solo e trouxe grandes benefícios para o manejo de produtores rurais e pecuaristas locais.








