sábado, 11 de julho de 2026

Com atuação apagada e brilho de Vini Jr., Brasil empata com Marrocos na estreia da Copa

A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 começou com um resultado abaixo do esperado. Sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, o Brasil estreou com um empate por 1 a 1 diante de Marrocos, em partida disputada no Estádio MetLife, em Nova Jersey. Embora o desempenho coletivo tenha deixado a desejar e gerado preocupação para a sequência do torneio, o ponto somado garantiu a manutenção de uma marca histórica: a equipe brasileira não perde um jogo de estreia em Mundiais desde 1934. Com esse desfecho, as duas seleções largam com um ponto no Grupo C, que conta ainda com o confronto entre Escócia e Haiti.

O início da partida foi amplamente dominado pela seleção marroquina, que impôs um ritmo forte e chegou a registrar quase 70% de posse de bola nos primeiros dez minutos. O meio-campo brasileiro mostrou lentidão e desorganização, isolando o ataque e dificultando a saída de bola. Os principais avanços de Marrocos exploravam o lado direito da defesa do Brasil, onde o zagueiro Ibañez atuou improvisado como lateral e encontrou sérias dificuldades para conter as investidas adversárias.

A superioridade do time africano se transformou em vantagem no placar aos 21 minutos do primeiro tempo. Após uma perda de bola de Lucas Paquetá no setor ofensivo, o ataque de Marrocos reagiu com velocidade. Brahim Díaz desestruturou a marcação com um passe preciso que encontrou Saibari livre entre os zagueiros. O goleiro Alisson tentou abafar a jogada saindo da grande área, mas acabou encoberto por um toque de cavada do atacante marroquino, que abriu o placar perante mais de 80 mil torcedores.

A reação brasileira veio na sequência, impulsionada por uma parada técnica para hidratação que permitiu a Ancelotti ajustar o posicionamento tático da equipe. No entanto, o gol de empate nasceu de uma iniciativa puramente individual. Aos 32 minutos, Vinícius Júnior recebeu a bola na ponta esquerda, superou a marcação em velocidade e soltou uma finalização potente de fora da área que atingiu 114 km/h, sem chances de defesa para o goleiro Bono. O lampejo do camisa 7 foi o momento de maior criatividade do Brasil no confronto.

Insatisfeito com a performance da equipe, Carlo Ancelotti promoveu duas alterações logo no intervalo, substituindo Casemiro e Ibañez — que faziam partida apagada e já carregavam cartões amarelos — pelas entradas de Fabinho e do lateral Danilo. As mudanças deram maior consistência defensiva ao Brasil, diminuindo o volume de finalizações de Marrocos. Ao longo do segundo tempo, o treinador realizou novas substituições no setor ofensivo com as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique, mas o jovem Endrick permaneceu no banco de reservas. Apesar da pressão exercida nos dez minutos de acréscimo concedidos pela arbitragem, o sistema defensivo marroquino se manteve sólido e segurou a igualdade até o apito final. O Brasil agora direciona suas atenções para a segunda rodada da fase de grupos, onde enfrentará o Haiti na próxima sexta-feira, na Filadélfia.

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