sexta, 12 de junho de 2026

Código secreto do “Bob Esponja” salva motorista de aplicativo durante sequestro

Uma frase combinada entre marido e mulher foi a chave para salvar a vida de um motorista de aplicativo mantido refém por criminosos na região de Campinas. Ao usar o nome do famoso personagem de desenho animado “Bob Esponja” durante uma ligação telefônica monitorada pelos bandidos, o trabalhador conseguiu alertar sua esposa de que estava correndo perigo, dando início a uma rápida ação policial.

O crime começou em um ponto movimentado da Rodovia Anhanguera, onde o motorista aceitou uma corrida em um posto de combustíveis. No meio do trajeto, um jovem que parecia ser menor de idade entrou no veículo e anunciou o assalto usando o que parecia ser uma pistola. Mais tarde, os policiais descobriram que se tratava de uma arma de brinquedo, embora as autoridades ainda investiguem se o grupo também utilizava armas de verdade para ameaçar as vítimas.

Sob o controle dos criminosos, o motorista foi obrigado a abrir seus aplicativos de banco no celular, sofrendo um desfalque financeiro de aproximadamente 42 mil reais em transferências. Logo depois, ele foi levado para o meio de uma área de mata densa, onde passou a ser agredido, ameaçado e mantido em um cativeiro improvisado. Foi nesse momento que os bandidos forçaram a vítima a ligar para a esposa e fingir que continuava trabalhando normalmente para não levantar suspeitas. Demonstrando muita frieza, o homem obedeceu aos sequestradores, mas encerrou a conversa dizendo que, quando voltasse, eles iriam assistir “Bob Esponja” juntos.

Como esse tipo de comentário nunca fazia parte da rotina do casal, a esposa compreendeu o recado imediatamente e ligou para a Polícia Militar para relatar o sequestro. Cerca de 25 minutos após o telefonema, as viaturas conseguiram rastrear e invadir o cativeiro, encontrando o trabalhador amarrado e com um capuz na cabeça. Um dos envolvidos no crime foi preso em flagrante no local, mas outros quatro suspeitos conseguiram fugir. Equipes das polícias Civil, Militar e da Guarda Municipal realizam buscas na região e investigam se essa mesma quadrilha realizou ataques semelhantes em cidades como Sumaré, Piracicaba e na capital paulista.

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