sábado, 15 de agosto de 2026

Cirurgias plásticas de mama pelo SUS crescem mais de 54% em dez anos no Brasil

O volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um crescimento de 54,3% no país entre 2016 e 2025, saltando de 9 mil para 14.213 procedimentos anuais. A exceção no período ocorreu em 2020, durante o auge da pandemia de covid-19, quando o total de intervenções caiu pela metade, somando apenas 4.547 operações em virtude da suspensão temporária de procedimentos eletivos nas redes de saúde.

Os dados foram levantados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) e apresentados durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. No acumulado de uma década, a rede pública aprovou mais de 90 mil procedimentos de reconstrução e correção estrutural das mamas. A imensa maioria dos casos — equivalente a 82,3% das internações — corresponde à plástica feminina não estética, indicada para tratar dores crônicas causadas pelo peso excessivo do tecido mamário, assimetrias acentuadas, malformações congênitas e sequelas corporais. Outras 16 mil internações foram destinadas especificamente à reconstrução da mama em mulheres submetidas à mastectomia para tratamento do câncer.

O levantamento revela ainda uma forte concentração regional na oferta dessas cirurgias, com os estados do Sudeste respondendo por mais da metade de todos os procedimentos não estéticos e reconstrutivos do país. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional de forma isolada com mais de 30 mil operações efetuadas, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. As regiões Nordeste e Sul vêm na sequência em volume de atendimentos, enquanto Centro-Oeste e Norte registram as menores participações na rede pública.

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