

As cidades do noroeste paulista entraram em alerta vermelho devido à queda drástica da umidade relativa do ar, em um cenário agravado pelo início de uma severa onda de calor. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) apontam que municípios como Jales e Santa Fé do Sul figuraram entre os mais secos do estado, registrando índices na casa dos 23%, seguidos por Votuporanga, Paulo de Faria e São José do Rio Preto, todos com taxas abaixo dos 30%. O panorama fica ainda mais preocupante porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda valores acima de 60% para evitar prejuízos à saúde humana.

A persistência do tempo seco é explicada pela atuação de uma massa de ar quente e seco combinada a um bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias ou chuvas significativas. Esse bloqueio intensifica a radiação solar e eleva os termômetros em até 7°C acima da média para esta época do ano, situação que deve se estender até meados da próxima semana, com impacto severo sobre as regiões de São José do Rio Preto e Presidente Prudente.
A combinação de temperaturas elevadas e ar extremamente seco traz riscos diretos à população, podendo causar desidratação, irritação nos olhos e vias aéreas, sangramentos nasais e agravamento de doenças respiratórias devido ao acúmulo de poluentes no ar. Para amenizar os impactos, as autoridades recomendam o consumo constante de água, a suspensão de exercícios físicos nos horários de pico e o uso de protetor solar, dedicando atenção especial a crianças e idosos.


Além dos impactos à saúde pública, a estiagem prolongada deixa a vegetação vulnerável e eleva ao nível máximo o risco de queimadas em todo o interior paulista. A Defesa Civil alerta para que a população não ateie fogo em lixo ou vegetação e evite descartar bitucas de cigarro em rodovias. Em casos de princípios de incêndio ou emergências climáticas, os moradores devem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.







