segunda, 3 de agosto de 2026

Chefe de arbitragem da Fifa defende juízes em jogo da Argentina e rebate acusações do Egito

O chefe de comissão de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu publicamente a atuação dos árbitros na suada vitória por 3 a 2 da Argentina sobre o Egito, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista publicada no site oficial da entidade nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, o ex-árbitro italiano rejeitou categoricamente as acusações de parcialidade feitas pelos egípcios e garantiu que a equipe de arbitragem trabalhou com total independência durante a partida. Collina destacou que debater lances faz parte do esporte, mas condenou os ataques à integridade dos profissionais. Ele alertou, inclusive, que espalhar suspeitas sem provas na internet coloca em risco a segurança física dos árbitros e de suas famílias.

A revolta do Egito começou após o time abrir uma vantagem de 2 a 0 e sofrer a virada dos argentinos, que garantiram a classificação com um gol de Enzo Fernández nos acréscimos do segundo tempo. Após o apito final, a Federação Egípcia de Futebol emitiu uma nota oficial afirmando que vários lances deixaram profundas dúvidas sobre a imparcialidade do juiz. O técnico do Egito, Hossam Hassan, foi ainda mais longe e sugeriu que o árbitro de campo teria sofrido algum tipo de pressão de bastidores para beneficiar a Argentina, garantindo a permanência da seleção sul-americana no torneio.

Os egípcios concentraram suas reclamações em dois momentos decisivos. O primeiro foi a anulação de um gol de Mostafa Zico no segundo tempo por causa de uma falta marcada no início da jogada. O segundo motivo de indignação foi uma suposta falta sofrida pelo astro Mohamed Salah que não foi marcada pelo juiz; segundos após esse lance, a Argentina engatou o contra-ataque que resultou no gol da vitória. De acordo com o Egito, os erros foram claros e interferiram diretamente no resultado que eliminou o país da Copa do Mundo.

Diante do barulho provocado, Collina fez questão de detalhar os lances e dar o respaldo técnico às decisões de campo. O chefe da Fifa explicou que o árbitro de vídeo (VAR) agiu corretamente ao sugerir a anulação do gol de Zico, pois as imagens mostraram uma falta clara do egípcio Marwan Attia sobre o zagueiro argentino Lisandro Martínez na origem da jogada. Sobre o lance envolvendo Salah, Collina afirmou que tanto o juiz quanto a cabine do VAR avaliaram o choque entre o atacante e o defensor Julián Álvarez como um contato normal de jogo, já que o argentino tocou na bola primeiro. Ele encerrou o assunto reforçando que a Fifa está plenamente satisfeita com o uso do VAR e com o nível da arbitragem no Mundial.

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