quarta, 14 de outubro de 2026

Centrais sindicais articulam pressão nos estados para antecipar votação da PEC do fim da escala 6×1

As principais centrais sindicais do país iniciaram um movimento coordenado para pressionar os senadores em suas bases estaduais a antecipar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221 de 2019), que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz o limite semanal para 40 horas. A estratégia foi definida após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciar que a pauta será apreciada em plenário apenas após o primeiro turno das eleições de 2026.

A decisão de adiar a votação gerou forte reação entre os líderes sindicais, que aprovaram a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com amplo apoio. Representantes de entidades como CUT, Força Sindical, CSB e UGT argumentam que adiar o pleito para o período pós-eleitoral visa blindar parlamentares do desgaste com o eleitorado, permitindo que votem contra os trabalhadores sem o risco de perderem votos nas urnas. O plano de ação dos sindicatos inclui panfletagens em polos comerciais, mobilização nas redes sociais, convocação de manifestações de rua e um pedido formal de audiência com a presidência da Casa.

Por outro lado, o adiamento da proposta atende a uma demanda de confederações patronais e setores do empresariado, a exemplo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As entidades do setor produtivo alegam que a redução da carga horária sem corte salarial eleva os custos das empresas e pode gerar impactos negativos na economia, defendendo que o tema seja debatido fora do período de campanha eleitoral para garantir maior análise técnica.

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