

Os índices de estupro de vulnerável registraram uma alta expressiva de 76,9% nos primeiros nove meses de 2026 em São José do Rio Preto, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados consolidados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo indicam que o avanço das estatísticas é acompanhado por um padrão alarmante de violência, no qual a grande maioria das ocorrências atinge crianças e adolescentes dentro do próprio ambiente doméstico, tendo como agressores pessoas do convívio familiar próximo.

Especialistas da área de saúde mental orientam que familiares e responsáveis permaneçam atentos a eventuais alterações comportamentais, que costumam servir como sinais de alerta para casos de abuso. MUDANÇAS repentinas de humor — como o isolamento de crianças habitualmente expansivas ou acessos inexplicáveis de agressividade —, distúrbios frequentes no sono, perda de apetite e regressões comportamentais, a exemplo do retorno da incontinência urinária noturna, figuram entre as manifestações mais comuns em vítimas de violência sexual infantil.
Diante do relato de uma criança ou adolescente, profissionais de psicologia reforçam a importância de uma escuta acolhedora, sem demonstrar pânico, julgamentos ou desconfiança em relação ao fato narrado. O acolhimento familiar deve vir acompanhado de acompanhamento psicológico especializado e da imediata comunicação aos órgãos de proteção e segurança, como a Delegacia de Defesa da Mulher, o Conselho Tutelar ou os canais de denúncia anônima do Governo Federal pelo Disque 100 e da Polícia Militar pelo telefone 190.









