segunda, 27 de julho de 2026

Casos de doenças respiratórias graves caem no país, mas nove capitais ainda registram alta

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem uma tendência geral de queda no Brasil, mas nove capitais ainda enfrentam um aumento dessas doenças respiratórias. O alerta foi divulgado na última quinta-feira pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O relatório aponta que o vírus da Influenza B continua avançando em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, mantendo o nível de contágio elevado principalmente entre crianças pequenas, enquanto as mortes continuam concentradas na população idosa.

Atualmente, as capitais que apresentam sinal de crescimento da síndrome no longo prazo, acendendo o alerta de risco, são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. O perfil desse aumento muda de acordo com a região. Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, a alta atinge com mais força os bebês e crianças de até 4 anos. Já em Rio Branco, o crescimento afeta a faixa de 2 a 14 anos. Além disso, capitais como Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também viram o número de idosos internados subir. Outras 11 capitais brasileiras também operam em níveis de atenção, mas conseguiram estabilizar o avanço da doença nas últimas semanas.

O boletim detalha que, em estados como o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, a Influenza B é a grande responsável pelo aumento de internações. Por outro lado, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já começam a dar sinais de que o pior passou, registrando interrupção no avanço ou o início de uma queda nos diagnósticos. O vírus sincicial respiratório (VSR) foi o grande vilão dos casos positivos recentes, respondendo por mais da metade das internações, seguido pelo rinovírus e pela Influenza A. No entanto, quando o assunto são as mortes causadas por essas complicações, a Influenza A lidera as estatísticas, sendo responsável por um terço dos óbitos, seguida de perto pelo rinovírus.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que, apesar do alívio no cenário nacional, a circulação desses vírus ainda é preocupante em muitas localidades. Ela reforça a importância de que os grupos prioritários mantenham a vacinação contra a gripe em dia, uma vez que o imunizante reduz drasticamente o risco de hospitalizações e mortes. A especialista orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas de resfriado ou gripe deve usar máscara e evitar o contato próximo com indivíduos mais vulneráveis, como bebês, idosos e pessoas com a imunidade baixa. Ao todo, o Brasil já registrou mais de 109 mil casos de síndromes respiratórias graves, mantendo os casos de covid-19 em patamares baixos em todas as idades.

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