

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem uma tendência geral de queda no Brasil, mas nove capitais ainda enfrentam um aumento dessas doenças respiratórias. O alerta foi divulgado na última quinta-feira pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O relatório aponta que o vírus da Influenza B continua avançando em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, mantendo o nível de contágio elevado principalmente entre crianças pequenas, enquanto as mortes continuam concentradas na população idosa.

Atualmente, as capitais que apresentam sinal de crescimento da síndrome no longo prazo, acendendo o alerta de risco, são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. O perfil desse aumento muda de acordo com a região. Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, a alta atinge com mais força os bebês e crianças de até 4 anos. Já em Rio Branco, o crescimento afeta a faixa de 2 a 14 anos. Além disso, capitais como Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também viram o número de idosos internados subir. Outras 11 capitais brasileiras também operam em níveis de atenção, mas conseguiram estabilizar o avanço da doença nas últimas semanas.
O boletim detalha que, em estados como o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, a Influenza B é a grande responsável pelo aumento de internações. Por outro lado, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já começam a dar sinais de que o pior passou, registrando interrupção no avanço ou o início de uma queda nos diagnósticos. O vírus sincicial respiratório (VSR) foi o grande vilão dos casos positivos recentes, respondendo por mais da metade das internações, seguido pelo rinovírus e pela Influenza A. No entanto, quando o assunto são as mortes causadas por essas complicações, a Influenza A lidera as estatísticas, sendo responsável por um terço dos óbitos, seguida de perto pelo rinovírus.


A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que, apesar do alívio no cenário nacional, a circulação desses vírus ainda é preocupante em muitas localidades. Ela reforça a importância de que os grupos prioritários mantenham a vacinação contra a gripe em dia, uma vez que o imunizante reduz drasticamente o risco de hospitalizações e mortes. A especialista orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas de resfriado ou gripe deve usar máscara e evitar o contato próximo com indivíduos mais vulneráveis, como bebês, idosos e pessoas com a imunidade baixa. Ao todo, o Brasil já registrou mais de 109 mil casos de síndromes respiratórias graves, mantendo os casos de covid-19 em patamares baixos em todas as idades.








