

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo atingiu uma marca importante em suas políticas de preservação ambiental. Entre os anos de 2019 e 2025, mais de 20,6 mil moradias populares foram entregues com sistemas de energia solar fotovoltaica instalados. A iniciativa gera uma economia mensal estimada em 1.650 megawatts-hora (MWh) para os moradores e evita que 76 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) sejam lançadas na atmosfera a cada mês. Em 2025, o projeto alcançou uma redução acumulada de 912,8 toneladas do gás poluente, o que corresponde ao trabalho anual de absorção feito por mais de 111 mil árvores da Mata Atlântica. Os dados constam no Relatório Anual de Sustentabilidade, Administração e Carta de Governança de 2025, divulgado pela instituição.

A implementação dessas tecnologias sustentáveis visa diminuir o consumo de recursos naturais, aliviar o bolso das famílias de baixa renda com as contas de consumo e amenizar os impactos das construções no planeta. Atualmente, todas as casas térreas construídas pela companhia recebem os painéis solares para gerar a própria eletricidade. Além disso, as residências passaram a ser entregues equipadas com lâmpadas de LED, que são muito mais duráveis e consomem menos energia do que os modelos convencionais de iluminação.
Os cuidados com o meio ambiente também se estendem ao consumo de água nos conjuntos habitacionais. As novas moradias contam com vasos sanitários que gastam menos água por descarga e torneiras com redutores de vazão. Os projetos mais recentes da CDHU também incluem sistemas para coletar a água da chuva, permitindo o reuso não potável para atividades como a limpeza de calçadas e a irrigação de jardins. Em algumas unidades, essa água coletada é direcionada até mesmo para as descargas dos banheiros, o que pode poupar pelo menos quatro metros cúbicos de água mensalmente em uma residência habitada por cinco pessoas.


Para completar a estratégia ecológica, os loteamentos contam com estruturas como jardins de chuva e valas de vegetação, conhecidas como sistemas de biorretenção. Essas soluções ajudam a segurar a água da chuva temporariamente no solo, evitando o escoamento rápido que causa erosão e alagamentos. De acordo com a companhia, toda a sua cadeia de engenharia trabalha para modernizar os métodos construtivos, buscando sempre o estrito cumprimento das leis ambientais e a redução do impacto das obras desde o início do planejamento. O balanço completo com as ações socioambientais pode ser consultado de forma pública diretamente no site oficial da CDHU.






