

Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em registros de cartório, revelou um aumento significativo no patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Desde que o magistrado assumiu sua cadeira na Corte, em março de 2017, o valor total dos imóveis pertencentes ao casal saltou de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões, o que representa um crescimento de 266%. Atualmente, a família possui 17 propriedades, distribuídas entre São Paulo e Brasília, sendo que as aquisições mais recentes foram quitadas à vista.

Nos últimos cinco anos, o casal investiu R$ 23,4 milhões no setor imobiliário, montante que equivale a mais de dois terços de todo o valor aplicado por eles na área ao longo de quase trinta anos. Entre os bens adquiridos recentemente, destaca-se uma mansão de 776 metros quadrados localizada no Lago Sul, em Brasília, comprada em agosto de 2025 por R$ 12 milhões. Além disso, em março de 2026, foi finalizada a compra de um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por pouco mais de R$ 1 milhão, com o pagamento do saldo devedor realizado integralmente via Pix.
De acordo com as informações apuradas, a maior parte dessas transações foi feita por meio de uma empresa familiar que administra os bens do casal, composta por Viviane e pelos filhos. Embora o ministro não figure formalmente como sócio da empresa, as propriedades são consideradas patrimônio comum devido ao regime de comunhão parcial de bens do casamento. O crescimento dos investimentos imobiliários coincide com a expansão das atividades do escritório Barci de Moraes Advogados, que ampliou sua presença na capital federal e adquiriu novas salas comerciais este ano.
A atuação profissional de Viviane Barci de Moraes também entrou no radar de questionamentos após a divulgação de um contrato milionário firmado entre seu escritório e o Banco Master. A banca de advocacia confirmou ter prestado serviços especializados em conformidade e direito criminal à instituição financeira entre os anos de 2024 e 2025, recebendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões. Em nota, o escritório defendeu a regularidade dos serviços prestados, ressaltando que o faturamento é compatível com a complexidade das demandas atendidas no período.








