


A Polícia Civil prendeu um casal nesta terça-feira (14), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sob a acusação de torturar o próprio filho, um recém-nascido de apenas um mês de vida. A investigação teve início após médicos de uma unidade hospitalar desconfiarem da gravidade dos ferimentos apresentados pela criança, que foi levada ao hospital na segunda-feira (13). O bebê permanece internado em estado gravíssimo devido à intensidade das lesões.

Os agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) agiram rapidamente após serem acionados pelos profissionais de saúde. Os exames médicos revelaram um quadro alarmante: o bebê apresentava múltiplas fraturas nas costelas, hemorragia intracraniana e diversos hematomas espalhados pelo corpo. Além disso, uma lesão grave na região anal levantou suspeitas de violência sexual, e a perícia constatou a existência de marcas antigas e recentes, o que indica que as agressões ocorriam de forma repetida ao longo das poucas semanas de vida da criança.
Com base nas evidências colhidas em poucas horas, a Justiça autorizou o pedido de prisão preventiva dos pais. Os mandados foram cumpridos pelos policiais dentro do próprio hospital onde o casal acompanhava o filho. Embora os nomes dos envolvidos não tenham sido divulgados oficialmente, a polícia confirmou que ambos responderão pelo crime de estupro de vulnerável e tortura.
Durante a apuração dos antecedentes, os investigadores descobriram que o pai da criança já havia sido condenado anteriormente, em 2021, por torturar outra filha. O caso reforça a gravidade da situação e a importância da denúncia imediata feita pela equipe médica, que foi fundamental para a interrupção do ciclo de violência. Agora, o foco das autoridades está na proteção da vítima e no andamento do processo judicial contra o casal.









