quinta, 12 de março de 2026

Casal denuncia vizinha por agressões e ofensas homofóbicas em prédio de Rio Preto

Um episódio de violência e intolerância mobilizou a polícia em São José do Rio Preto na última sexta-feira (6). Um casal de jovens, de 26 e 23 anos, registrou um boletim de ocorrência após ser alvo de ataques físicos e verbais por parte de uma vizinha. O caso ocorreu na garagem de um condomínio no bairro Jardim Bosque das Vivendas e foi parcialmente registrado em vídeo por uma das vítimas, servindo como prova para a investigação que agora corre na Polícia Civil.

A confusão teve início por um motivo banal relacionado ao uso do portão do estacionamento. De acordo com o relato das vítimas, a vizinha teria reclamado que o casal não esperou que ela passasse pelo acesso de veículos. Ao ser orientada por um dos jovens a utilizar a entrada de pedestres por questões de segurança, a mulher reagiu com agressividade. As imagens gravadas mostram a suspeita segurando uma lata de cerveja e desferindo tapas contra o homem que filmava a cena, além de proferir xingamentos de cunho homofóbico.

Segundo o registro policial, a agressão não se limitou às palavras. O casal relatou que a mulher jogou bebida sobre eles e tentou tomar o celular para impedir a gravação. Para comprovar as lesões sofridas durante o embate físico, um dos jovens fotografou arranhões nos braços, que foram apresentados às autoridades como evidência de agressão física. O caso foi oficialmente registrado como lesão corporal e crime de preconceito de raça ou cor, conforme prevê a legislação brasileira para casos de homofobia.

Apesar da gravidade do ocorrido e das provas apresentadas, a suspeita não foi detida no momento da ocorrência. A Polícia Civil de Rio Preto agora deve ouvir as partes envolvidas e analisar as imagens completas do circuito de segurança e do celular das vítimas para dar prosseguimento ao inquérito. O episódio reforça o debate sobre a convivência em condomínios e a importância de denunciar atos de discriminação, que desde 2019 são equiparados ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal.

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