quinta, 12 de março de 2026

Cão idoso atropelado em Nova Aliança permanece internado e aguarda definição sobre cirurgia

O cachorro conhecido como “Negão”, de 17 anos, que foi atropelado no Distrito Industrial de Nova Aliança na última terça-feira (10), continua sob cuidados intensivos em uma clínica veterinária de São José do Rio Preto. O animal sofreu múltiplas fraturas nas patas traseiras e seu quadro clínico é acompanhado de perto por especialistas. Segundo Bruno Roveda, um dos tutores responsáveis pelo cão, o estado de saúde dele é considerado estável e ele já consegue se alimentar, mas a idade avançada do animal é o principal fator de cautela para a equipe médica, que ainda avalia se ele terá condições físicas de suportar uma intervenção cirúrgica.

Negão é uma figura conhecida e querida na região, vivendo há cerca de oito anos nas dependências de uma empresa local, onde recebe atenção e carinho dos funcionários. O acidente que interrompeu sua rotina foi registrado por câmeras de monitoramento, que mostram o momento em que um carro com um reboque atinge o animal no meio da via. Na ocasião, a condutora não parou para prestar socorro, o que levou à intervenção da Polícia Militar. A mulher, de 51 anos, foi localizada e encaminhada à delegacia de Potirendaba, onde prestou depoimento e foi liberada.

Em sua defesa, a motorista, que trabalha como catadora de materiais recicláveis, afirmou às autoridades e à imprensa que não percebeu o impacto com o animal. Ela declarou que, caso tivesse notado o atropelamento, teria interrompido o trajeto imediatamente para ajudar. Além disso, a mulher se comprometeu publicamente a arcar com os custos financeiros do tratamento veterinário do cão. Apesar da justificativa, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso, apurando tanto a natureza do acidente quanto a possibilidade de crime de maus-tratos pela omissão de socorro inicial.

Enquanto o processo jurídico avança, a prioridade das pessoas que cuidam de Negão é sua plena recuperação. A equipe veterinária deve emitir um parecer nos próximos dias sobre os próximos passos do tratamento. A história do cão comunitário mobilizou moradores e trabalhadores do Distrito Industrial, que torcem para que o animal consiga superar as lesões e retornar ao local onde é cuidado há quase uma década.

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