quinta, 16 de julho de 2026

Campetti denuncia morte de jovem após atraso do Governo Federal no envio de remédio contra leucemia

O pré-candidato a deputado estadual Danilo Campetti utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (9 de julho de 2026) para denunciar a morte de L., uma jovem de 29 anos que sofria de leucemia. De acordo com o político, ela faleceu em decorrência do descumprimento, por parte do Governo Federal, de uma ordem judicial que determinava o fornecimento imediato de uma medicação essencial para o seu tratamento de saúde.

O relatório aponta que o Ministério da Saúde negligenciou a decisão da Justiça por 44 dias, entre 16 de março e 29 de abril. Diante da ausência do fármaco, a paciente precisou ser submetida a protocolos de quimioterapia mais pesados e inadequados para o seu quadro clínico, o que deteriorou seu estado físico. L. acabou desenvolvendo uma infecção grave, foi intubada e faleceu em 14 de maio, deixando marido e dois filhos pequenos.

Campetti criticou duramente a gestão da pasta, destacando uma justificativa oficial de que o remédio não estava em estoque e que a transferência de medicamentos entre pacientes só ocorreria em caso de óbito ou desistência do primeiro assistido. O pré-candidato acusou o Estado de preferir arcar com futuras indenizações cíveis a custear o tratamento na hora certa, classificando a conduta administrativa como uma falha sistêmica desumana.

O pronunciamento também apontou o que chamou de contradição na alocação de recursos públicos. Cerca de 40 dias após o falecimento da jovem, o presidente da República e o ministro da Saúde visitaram o Hospital Santa Marcelina — local onde L. realizava o tratamento — para anunciar um investimento de R$ 160 milhões e a entrega de maquinários. Campetti ressaltou que o caso não é isolado e que a Associação Brasileira de Câncer e do Sangue já acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar omissões semelhantes.

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