domingo, 26 de julho de 2026

Campeão do mundo com a Espanha é barrado nos EUA e pede ajuda a Trump para ver final da Copa com os filhos

O ex-lateral Joan Capdevila, que levantou a taça de campeão mundial pela Espanha na Copa de 2010, usou as redes sociais para desabafar após ter sua entrada proibida nos Estados Unidos. O ex-jogador de 48 anos pretendia viajar com os filhos para assistir à grande decisão do torneio entre a seleção espanhola e a Argentina, neste domingo (19), em Nova Jersey. No entanto, o seu pedido de autorização eletrônica de viagem (Esta), sistema que dispensa o visto tradicional para estadias curtas, foi rejeitado pelo governo norte-americano.

Desesperado para não perder o evento ao lado da família e dos antigos companheiros de seleção, Capdevila fez um apelo público na rede social X, marcando diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, e autoridades do esporte espanhol. O ex-atleta explicou que a rejeição burocrática aconteceu por causa de um amistoso festivo do qual participou em Teerã, capital do Irã, em 2016, ao lado de outras estrelas do futebol espanhol como o brasileiro naturalizado Marcos Senna. Pelas regras rígidas de segurança dos EUA, qualquer estrangeiro que tenha visitado o Irã a partir de 2011 perde o direito de utilizar o sistema simplificado de entrada.

O veto causou enorme frustração no ex-defensor, que viajou à África do Sul em 2010 como titular absoluto da equipe apelidada de “Fúria”. Capdevila havia sido convidado pela Real Federação Espanhola de Futebol para se juntar a outros ídolos históricos que já estão em solo americano, como Iker Casillas, Carles Puyol, Sergio Ramos e Xavi Hernández. Em sua publicação, o ex-jogador lamentou profundamente a situação, afirmando que os filhos são apaixonados por futebol e que seria um momento único na vida deles.

A polêmica envolvendo o Irã e as leis de imigração dos Estados Unidos não é novidade nesta Copa do Mundo. Devido ao cenário de guerra e tensões diplomáticas entre as duas nações, a própria seleção iraniana e seus torcedores enfrentaram imensas dificuldades logísticas e burocráticas ao longo do torneio. A delegação do país asiático chegou a receber as autorizações de entrada apenas um dia antes da estreia e sofreu com atrasos severos nos deslocamentos entre as sedes, gerando protestos oficiais do treinador Amir Ghalenoei e do capitão Mehdi Taremi, que criticaram o tratamento desigual antes de a equipe ser eliminada ainda na fase de grupos.

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