

Um novo mistério cerca as investigações da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que faleceu após saltar sem a corda de segurança na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A jovem segurava uma câmera do tipo GoPro para registrar a própria queda de 40 metros de altura, mas o equipamento desapareceu logo após a tragédia. Uma testemunha ocular relatou ter visto um dos integrantes da equipe organizadora recolher o aparelho do corpo da vítima quando ela já estava caída no chão, levantando suspeitas de que o funcionário estivesse tentando ocultar provas do erro gravíssimo cometido pela empresa.

O depoimento foi dado pelo pedagogo Rafael Goulart, que presenciou os momentos seguintes ao impacto. Segundo ele, a primeira cena que lhe veio à mente ao ver a jovem caída foi a de um trabalhador retirando a câmera que estava amarrada ao pescoço de Maria Eduarda, demonstrando preocupação em recolher o objeto. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Andrea Danta Levy, o equipamento pertencia à própria equipe de esportes radicais. No entanto, durante os interrogatórios na delegacia, nenhum dos funcionários soube informar o paradeiro do dispositivo.
A polícia e as equipes de perícia realizaram buscas minuciosas na região da ponte, mas não conseguiram localizar o aparelho. A delegada acredita que a câmera foi retirada de propósito da cena do crime por alguma pessoa, já que o local recebeu um grande fluxo de curiosos e investigadores após o ocorrido. O sumiço da GoPro é considerado uma perda importante para o inquérito, pois as imagens poderiam esclarecer com exatidão a dinâmica da falha humana que levou ao arremesso da jovem sem a corda guia, erro que os três instrutores presos preventivamente não souberam explicar em seus depoimentos.


Enquanto a polícia tenta descobrir o que aconteceu com a câmera, o acidente segue provocando um forte embate entre as autoridades locais e federais. A Prefeitura de Limeira insiste que a fiscalização e o bloqueio da estrutura desativada são deveres exclusivos do governo federal e prometeu acionar a União judicialmente por omissão. Por outro lado, a gestão federal esclareceu que assumiu o patrimônio da ponte neste ano de 2026 e que já havia solicitado o suporte dos municípios da região para interditar o acesso ao local e impedir novas tragédias.







