

A 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Fernandópolis, realizada nesta terça-feira (7), foi palco de intensos debates sobre a eficiência da máquina pública e a fiscalização de serviços concedidos. O ponto central da noite foi a sabatina do secretário de Gestão, Júlio Santana, que prestou esclarecimentos sobre a recente e conturbada troca do sistema operacional da prefeitura.

Economia milionária sob críticas de eficiência
Santana defendeu a migração para uma nova plataforma, argumentando que o novo contrato representa uma economia mensal de R$ 64 mil. Projeções da pasta indicam que, ao final de quatro anos, o município terá poupado mais de R$ 3 milhões. No entanto, a justificativa financeira não foi suficiente para aplacar as queixas dos parlamentares.
O vereador Daniel de Domênices utilizou uma metáfora automotiva para criticar a transição, afirmando que a prefeitura “trocou um carro de luxo por um modelo ultrapassado”, resultando em lentidão processual. Em resposta, o secretário atribuiu o caos inicial à empresa anterior, que teria atrasado em 11 dias a entrega do banco de dados, e afirmou que “toda mudança estrutural gera traumas de adaptação”.
Denúncia de “ônibus exclusivo” e crise na educação
A fiscalização do transporte público também ganhou tons de alerta. Domênices apresentou imagens que sugerem o uso de um ônibus da frota municipal como linha exclusiva para funcionários de uma empresa privada, sem amparo contratual visível. O parlamentar cobrou explicações urgentes, acenando com a possibilidade de abertura de uma CPI caso as respostas do Executivo não sejam convincentes.
Na área da Educação, o clima foi de apreensão. Os vereadores Afonso Pessuto e Cabral denunciaram um incêndio na fiação elétrica da escola Zantedeschi, que forçou a suspensão das aulas. Somado a isso, críticas contundentes foram direcionadas à Secretaria de Educação após um incidente descrito como “vexatório”, envolvendo um diretor de escola e a intervenção da polícia.
Incentivo à doação de sangue e iluminação pública
Em meio aos embates, houve espaço para aprovações unânimes. O projeto de lei do presidente da Casa, Daniel Arroio, instituiu a meia-entrada para doadores de sangue regulares em todos os eventos culturais e esportivos da cidade. Para usufruir do benefício, o cidadão deve comprovar ao menos uma doação a cada seis meses.
A empresa Pereira, responsável pela iluminação pública, também foi citada positivamente pelos vereadores Barone e Pedroso, que elogiaram a rapidez na substituição de lâmpadas em pontos que estavam no escuro há meses. A sessão coincidiu com as celebrações do Dia do Jornalista e o Dia Mundial da Saúde, datas que foram lembradas em homenagens durante o encerramento dos trabalhos.








