

As altas temperaturas e os baixos índices de umidade relativa do ar registrados na região de São José do Rio Preto têm exigido cuidados intensificados com a saúde humana e com a criação de animais. No Recinto de Exposições “Alberto Bertelli Lucatto”, onde ocorre a etapa final da Expo Rio Preto com o julgamento de raças leiteiras, a organização e os pecuaristas precisaram adaptar a estrutura dos galpões com umidificadores e ventiladores para proteger o rebanho do estresse térmico.

Veterinários e especialistas explicam que os bovinos produtores de leite são extremamente sensíveis às variações do clima e absorvem grande quantidade de calor. Quando o organismo do animal não consegue eliminar esse excesso térmico, surgem sintomas de esgotamento físico, como respiração ofegante e perda do apetite, o que reduz diretamente a produção do leite. Por esse motivo, a climatização do ambiente torna-se um fator decisivo para garantir o bem-estar dos animais e a rentabilidade do produtor durante o período de lactação.
Além do resfriamento do ar e do fornecimento constante de água limpa, o manejo correto exige atenção ao solo onde os animais repousam. Embora o ar precise de umidade, a cama do gado deve ser mantida seca para evitar problemas de cascos e lesões na pele. As medidas preventivas ganharam urgência após os órgãos de meteorologia registrarem uma elevação de cerca de 7°C nas temperaturas da região e índices críticos de umidade do ar, reforçando a importância de estratégias de conforto térmico diante das mudanças climáticas.









