

Uma operação dramática e ininterrupta mobiliza os bombeiros e agentes da Defesa Civil de São Paulo na cidade de La Guaira, na Venezuela. As equipes brasileiras passaram toda a noite de quarta-feira (1º) e a madrugada desta quinta-feira (2) trabalhando na remoção manual de destroços de um edifício que desabou após o forte terremoto que atingiu o país. A corrida contra o tempo começou depois que as cadelas farejadoras paulistas, Malina e Kiara, deram alertas claros de que pode haver pessoas vivas debaixo das estruturas colapsadas.

Os socorristas já completam quase 24 horas contínuas de esforço físico extremo na área do desabamento. O trabalho exige paciência e precisão cirúrgica, pois qualquer movimento errado na montanha de concreto pode provocar novos deslizamentos de terra e fechar os chamados “bolsões de ar”, que são os espaços vazios onde os sobreviventes conseguem respirar enquanto aguardam o resgate. Por isso, os profissionais utilizam técnicas avançadas de escoramento de paredes e escavações milimétricas para abrir caminhos seguros em meio ao entulho.
Toda a ação acontece em parceria com as autoridades venezuelanas e faz parte de uma grande missão humanitária enviada pelo Brasil. A força-tarefa brasileira é formada por especialistas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O estado paulista contribui com 27 militares do Corpo de Bombeiros, além das duas cadelas de resgate altamente treinadas. O grupo desembarcou no país vizinho no final de junho carregando cerca de nove toneladas de equipamentos modernos e específicos para o salvamento em estruturas colapsadas, reforçando o compromisso internacional de salvar vidas e ajudar na reconstrução das cidades afetadas pelo desastre natural.










