

O ex-deputado federal Cabo Daciolo oficializou, nesta sexta-feira (3), sua filiação ao partido Mobiliza com o objetivo de disputar novamente a Presidência da República. O anúncio ocorreu após uma reunião com o presidente nacional da legenda, Carlos Massarollo, marcando o retorno do religioso e político ao cenário das grandes disputas eleitorais. Daciolo, que é pastor evangélico, já havia concorrido ao cargo máximo do Executivo em 2018, quando ganhou destaque em debates televisivos e redes sociais por seu estilo peculiar e discursos com fortes referências bíblicas.

Conhecido pelo uso frequente do bordão “Glória a Deus”, o pré-candidato construiu sua imagem pública em torno de pautas conservadoras e questionamentos ao sistema eletrônico de votação, sendo um defensor ferrenho da implementação do voto impresso no Brasil. Durante sua trajetória política, ele protagonizou momentos que viralizaram na internet, como a menção a teorias sobre uma suposta união de países da América Latina em moldes soviéticos, tema que gerou amplas discussões na época de sua primeira candidatura presidencial.
A carreira política de Daciolo teve início no PSOL, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2014, mas sua passagem pela legenda foi marcada por divergências ideológicas profundas. Ele acabou expulso do partido em 2015 após apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretendia alterar o texto constitucional para declarar que “todo poder emana de Deus”, indo contra as diretrizes de laicidade da sigla. Posteriormente, o político teve passagens pelo Patriota e pelo PDT, legenda da qual se distanciou nas eleições de 2022 ao decidir anular seu voto no segundo turno.
Com a nova filiação, Daciolo busca consolidar sua base de apoio para o próximo pleito, mantendo o discurso focado em valores religiosos e na crítica às estruturas políticas tradicionais. O Mobiliza aposta na popularidade do ex-deputado para ganhar visibilidade nacional, enquanto o pré-candidato reafirma sua intenção de levar suas propostas religiosas e institucionais novamente ao debate público.








