segunda, 13 de abril de 2026

Bullying: Criança é forçada a comer fezes de cachorro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura um grave episódio de violência e humilhação envolvendo uma menina de 11 anos em um condomínio no bairro Galo Branco, em São Gonçalo. Segundo a denúncia feita pela família, a criança teria sido levada por um grupo de adolescentes para uma área de mata nos arredores do conjunto habitacional, onde foi coagida a ingerir fezes de animal. O caso, que ocorreu na última segunda-feira, teria sido planejado e filmado pelos próprios agressores, que posteriormente compartilharam as imagens em redes sociais e aplicativos de mensagens entre colegas.

De acordo com o relato da avó da vítima, a neta foi cercada e recebeu ameaças físicas para que cumprisse a ordem do grupo. Os adolescentes teriam dado à menina a escolha de ser agredida com pedradas ou consumir os dejetos que eles haviam levado em um saco plástico. Sob forte pressão e medo, a criança acabou cedendo à exigência cruel, enquanto uma jovem de 14 anos aparecia no vídeo incentivando o ato. Após ser liberada, a menina ligou em estado de choque para a avó, pedindo desesperadamente para deixar o local e relatando o ocorrido somente após muita insistência da familiar, que a encontrou abalada e com as roupas sujas.

A família acredita que a ação foi premeditada e que a menina já vinha sendo alvo de intimidações anteriores por ser considerada vulnerável pelo grupo, especialmente após a perda recente do pai. Além do trauma físico, o impacto emocional sobre a criança tem sido severo, mobilizando parentes em busca de justiça e proteção. Ao procurar os responsáveis pelos outros menores envolvidos, a avó relatou reações distintas; enquanto uma das mães teria minimizado a gravidade da situação inicialmente, outra demonstrou maior preocupação com a conduta do próprio filho após tomar conhecimento das gravações.

O caso está sendo acompanhado pelas autoridades policiais, que devem ouvir os envolvidos e analisar o conteúdo dos vídeos compartilhados para identificar todos os participantes e suas respectivas responsabilidades. Especialistas alertam que situações de bullying extremo como esta podem configurar atos infracionais graves e exigem uma resposta rápida tanto da polícia quanto dos conselhos tutelares. Enquanto o inquérito avança, a família da vítima busca suporte psicológico para ajudar a menina a superar o trauma causado pela violência sofrida dentro do próprio ambiente de moradia.

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