

Apesar de a maioria dos brasileiros saber que sangue nas fezes e alterações no hábito intestinal por mais de um mês são sintomas preocupantes, quase metade das pessoas adia a procura por ajuda médica. A constatação é de um levantamento do Hospital A. C. Camargo em parceria com a Nexus, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país sobre o câncer colorretal.

Segundo o estudo, oito em cada dez entrevistados reconhecem a gravidade desses sinais. Entre os participantes que afirmaram já ter notado sangramento nas fezes, 41% não buscaram atendimento imediato: optaram por esperar o sintoma passar, recorreram a remédios caseiros, foram à farmácia ou pesquisaram na internet antes de consultar um profissional.
Outro ponto de alerta revelado pela pesquisa é a falta de conhecimento sobre a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame fundamental para detectar a doença em estágios iniciais, antes mesmo do surgimento de sintomas. Dois em cada três brasileiros (67%) afirmaram nunca ter ouvido falar do procedimento, índice que chega a 85% entre jovens de 16 a 24 anos e a 76% entre os homens.


O câncer colorretal figura como o segundo tipo de tumor mais frequente no Brasil, com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de mais de 53 mil novos diagnósticos por ano no triênio entre 2026 e 2028. Médicos reforçam que o diagnóstico precoce eleva drasticamente as chances de cura, tornando indispensável a realização de exames preventivos periódicos a partir dos 45 anos, além de atenção a dores abdominais e perda de peso sem causa explicável.







