

O Brasil alcançou o menor nível de violência letal desde o início da série histórica em 2012, segundo dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta quinta-feira. A taxa de mortes violentas intencionais no país caiu 8,2% em 2025, passando de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes, o que marca a primeira vez que o indicador fica abaixo da marca de 20 mortes por grupo de 100 mil. Em números absolutos, o total de vítimas recuou de 44.127 para 40.775, puxado principalmente pelas quedas em assassinatos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, apesar do aumento registrado em mortes decorrentes de intervenção policial.

A redução da violência não ocorreu de forma uniforme pelo território nacional. Enquanto a maioria dos estados apresentou recuo nos índices letais — com destaques positivos para Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso —, sete unidades da federação registraram alta nos assassinatos, com o Rio Grande do Norte liderando o crescimento. O balanço do levantamento demonstra que a dinâmica da criminalidade varia fortemente entre as regiões do país, exigindo estratégias específicas de combate por parte das forças locais.
Em contrapartida ao recuo geral das mortes violentas, os crimes motivados por violência de gênero tiveram aumento e atingiram recordes preocupantes. No último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, o que representa uma média de mais de quatro assassinatos diários por razões de gênero e o maior percentual de casos do tipo já registrado desde a tipificação da lei em 2015. O relatório aponta ainda que as tentativas de feminicídio continuam em expansão, destacando as regiões Centro-Oeste e Norte com as maiores taxas de violência grave contra a mulher.










