segunda, 7 de setembro de 2026

Brasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite B

Duas das principais universidades públicas brasileiras uniram forças com instituições de ensino e pesquisa internacionais para desenvolver novos tratamentos e buscar a cura definitiva para a hepatite B. Liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a iniciativa reúne cientistas do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. A participação brasileira conta com equipes da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes).

O estudo global tem como foco analisar o comportamento do vírus da hepatite B em nível celular, avaliando as respostas imunológicas de pacientes de diferentes origens e examinando também pessoas coinfectadas pelo vírus HIV. No Brasil, os trabalhos práticos tiveram início recentemente e preveem o acompanhamento de voluntários ao longo de cerca de quatro anos e meio. As equipes pretendem mapear características genéticas capazes de desacelerar o avanço da enfermidade e identificar alvos moleculares que orientem o desenvolvimento de novos medicamentos imunoestimuladores e imunomoduladores.

A busca por terapias inovadoras é considerada crucial para mitigar o avanço de complicações graves associadas à doença, como a cirrose e o hepatocarcinoma, um tipo primário de câncer de fígado. Atualmente, a hepatite B não possui cura e atinge centenas de milhões de pessoas no mundo todo. Transmitido pelo sangue e por relações sexuais sem proteção, o vírus possui alto poder de contágio e atua de forma silenciosa. As autoridades de saúde destacam que a vacinação gratuita disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), somada ao uso de preservativos e ao não compartilhamento de objetos perfurocortantes, permanece como a principal estratégia para prevenir a infecção e alcançar as metas globais de controle da enfermidade até 2030.

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