quarta, 8 de julho de 2026

Brasil cria mais de 760 mil empregos com carteira assinada nos primeiros cinco meses do ano

O mercado de trabalho formal no Brasil segue em ritmo de crescimento. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que o país abriu 767.326 novas vagas com carteira assinada entre janeiro e maio. O desempenho positivo foi compartilhado por todos os estados brasileiros no acumulado do período.

Apenas no mês de maio, a economia brasileira registrou a criação de 72.260 postos formais, resultado de pouco mais de 2,2 milhões de contratações contra 2,1 milhões de demissões. O setor de serviços liderou com folga a geração de empregos no mês, impulsionado principalmente pelas áreas de saúde, assistência social e atividades administrativas. A construção civil e a agropecuária também mostraram força, com destaque para as obras de infraestrutura e a colheita do café e da laranja. A indústria teve um saldo positivo puxado pela fabricação de veículos e derivados do petróleo, enquanto o comércio registrou estabilidade.

Em relação aos salários, o trabalhador admitido em maio recebeu, em média, R$ 2.384,10. Embora o valor represente uma leve oscilação para baixo em comparação com o mês anterior, ele ficou 1,5% acima do rendimento registrado no mesmo período do ano passado, mostrando ganho real acima da inflação.

Geograficamente, 22 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo em maio, com São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro na liderança. Por outro lado, cinco estados registraram retração, incluindo o Rio Grande do Sul e Goiás. De acordo com a pasta do Trabalho, essa queda pontual se deve a fatores sazonais do agronegócio, como o fim de safras locais. No caso gaúcho, o resultado também foi influenciado por novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos aos setores de couro e calçados.

Durante a apresentação dos dados, o governo também rebateu críticas de que programas sociais afastariam as pessoas do mercado formal. Foi destacado que, entre janeiro e abril, mais de 1,4 milhão de beneficiários do Bolsa Família foram contratados, gerando um saldo positivo de 421 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho de carteira assinada, o que demonstra a mobilidade dos participantes do programa.

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