quarta, 13 de maio de 2026

Brasil atinge recorde histórico de feminicídios no início de 2026

O Brasil vive um momento alarmante no combate à violência contra a mulher. Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país registrou 399 feminicídios apenas nos três primeiros meses de 2026. O número não é apenas 7,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, mas representa também o início de ano mais violento para as mulheres desde 2015, quando a série histórica começou a ser contabilizada.

Para se ter uma ideia da gravidade do avanço, há dez anos o país contabilizava 125 casos no primeiro trimestre, o que mostra que o crime de ódio contra o gênero feminino quase triplicou em uma década. Janeiro foi o mês mais letal deste ano, com 142 vítimas, seguido por março e fevereiro. Esse crescimento mantém uma trajetória preocupante que já havia sido observada em 2025, quando o Brasil fechou o ano com o triste recorde de 1.470 mulheres mortas por sua condição de gênero.

No mapa da violência, o estado de São Paulo concentra o maior número de casos em valores absolutos, com 86 assassinatos registrados, seguido por Minas Gerais e Paraná. Por outro lado, o Amapá chamou a atenção das autoridades pelo crescimento proporcional assustador: o número de casos no estado saltou de dois para sete em comparação com o ano anterior, um aumento de 250%. Entre todas as unidades da federação, apenas Acre e Roraima não notificaram feminicídios nestes primeiros três meses.

Os dados, que integram o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, servem como um alerta urgente para a necessidade de políticas públicas mais eficazes de proteção e prevenção. Especialistas reforçam que os números mostram que as medidas atuais ainda não são suficientes para frear a violência doméstica e o assassinato de mulheres, que seguem batendo recordes sucessivos no território nacional.

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