quinta, 8 de outubro de 2026

Brasil atinge menor número de casos de malária em 47 anos e reforça vacinação contra o sarampo

O Brasil alcançou uma marca histórica no combate à malária ao registrar o menor número de diagnósticos da doença desde 1978. Em 2025, o país contabilizou 118.037 infecções contraídas em território nacional, o que representa uma queda de 15% em comparação com o ano anterior. As mortes provocadas pela enfermidade também apresentaram recuo significativo de 30%, caindo de 56 para 39 óbitos, enquanto as complicações nas formas mais graves da infecção diminuíram 30,7% no mesmo período.

Os dados foram destacados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília. De acordo com a pasta, os resultados positivos são reflexo da ampliação da testagem preventiva e da incorporação da tafenoquina ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil se tornou o primeiro país do mundo a adotar o medicamento em dose única, focado em evitar a reincidência da doença em adultos e, mais recentemente, em formulações pediátricas. O impacto do tratamento foi expressivo em áreas vulneráveis, proporcionando uma redução superior a 40% dos casos em terras indígenas, assentamentos rurais e regiões da Amazônia.

No Território Indígena Yanomami, pioneiro no recebimento do novo esquema terapêutico, as infecções por malária recuaram mais de 50%, acompanhadas por uma redução superior a 70% nas fatalidades registradas. Além das ações de controle epidemiológico, o Ministério da Saúde atribuiu o avanço à recuperação nutricional das comunidades afetadas. As recaídas da doença entre os Yanomami caíram cerca de 61,9% nos meses mais recentes, sinalizando o fortalecimento do atendimento em saúde nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

Paralelamente aos avanços contra a malária, o Ministério da Saúde intensificou as campanhas de vacinação contra o sarampo em todo o território nacional após a identificação de 38 casos importados da doença em estados das regiões Sudeste e Norte. O ministro ressaltou que as infecções pontuais foram originadas por cepas do vírus em circulação na América do Norte, mas que o país manteve seu certificado internacional de erradicação graças à cobertura vacinal. Como medida preventiva adicional, municípios paulistas como a capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliaram a imunização para a população de seis meses a 59 anos, independente de comprovação no cartão de vacina.

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