

A Justiça Militar do Rio Grande do Sul condenou o bombeiro reformado Gilberto Hoffmann a uma pena de 10 meses de detenção em regime fechado após ficar comprovado que ele levou garotas de programa para dentro do quartel por pelo menos 29 vezes durante o seu horário de trabalho. O caso, que tramitava na Justiça gaúcha, revelou uma quebra grave de conduta e dos regulamentos da corporação.

As investigações apontaram que os episódios aconteceram ao longo do ano de 2022 no 28º Batalhão de Bombeiro Militar, localizado na cidade de Alvorada. A descoberta de toda a rotina ilegal só foi possível porque a própria esposa do soldado descobriu as traições e decidiu entregar o aparelho celular do marido para as autoridades, formalizando a denúncia que deu início ao processo. Nas mensagens de texto e áudios interceptados, o bombeiro convidava as mulheres para o QG sob o argumento de que passava muito tempo sozinho nos plantões e que precisava de “companhia”. Em alguns dos diálogos, o militar chegava a comentar abertamente sobre o fato de ser casado.
Durante a fase de instrução do processo, três garotas de programa foram intimadas e prestaram depoimento oficial. Elas confirmaram aos investigadores que frequentavam as dependências do batalhão a convite de Gilberto. Além de manter relações sexuais nas instalações públicas durante o expediente de serviço, os relatórios judiciais apontaram que o bombeiro também utilizava o local de trabalho para consumir bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, como maconha.


O comportamento do militar foi classificado pela promotoria como uma afronta à dignidade e ao respeito devidos à farda e à instituição dos Bombeiros. Com a decisão da Justiça Militar, o réu cumprirá a pena estipulada em regime fechado, e o veredito serve como um precedente rígido contra desvios de conduta e abuso de funções dentro das forças de segurança do estado.









