


Um relatório técnico divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais indica uma probabilidade de 95% de que o fenômeno El Niño alcance o patamar de intensidade “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro deste ano. Caso os prognósticos se confirmem ao longo da primavera e do verão no Hemisfério Sul, o evento climático pode se consolidar como um dos mais rigorosos registrados desde o início das medições sistemáticas em 1950.

O boletim elaborado pelo órgão de pesquisas em conjunto com institutos meteorológicos e de monitoramento de desastres destaca que as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentaram um aquecimento anormal acima de 2 °C no final de setembro. Essa alteração na temperatura do mar é a principal responsável por desorganizar os padrões globais de circulação de ventos e precipitações, provocando impactos diretos no comportamento do clima em todas as regiões do país.
Diante desse cenário, a tendência para o próximo trimestre aponta para volumes de chuva consideravelmente acima da média histórica na Região Sul e em setores do Sudeste, elevando o risco de cheias e transbordamento de rios. Em contrapartida, as faixas Norte e Nordeste do Brasil devem enfrentar períodos prolongados de estiagem e temperaturas elevadas, quadro que favorece a redução dos reservatórios de água e o aumento significativo dos focos de incêndio florestal.









