

O atendimento em diversas creches municipais de São José do Rio Preto foi prejudicado nesta segunda-feira devido a uma paralisação das berçaristas terceirizadas. As profissionais decidiram suspender as atividades para protestar contra supostas irregularidades da empresa responsável pelo contrato com a prefeitura. Segundo as trabalhadoras, cerca de 600 profissionais estão cumprindo aviso prévio por conta do encerramento do contrato e denunciam a falta de depósitos do FGTS, pagamentos incompletos do vale-alimentação e outras pendências financeiras.

A empresa terceirizada, Produserv, rebateu as críticas por meio de uma nota oficial, classificando as denúncias como inverídicas e sem provas. A companhia afirmou que está com todos os pagamentos de salários, benefícios e encargos sociais em dia, garantindo que as certidões fiscais e trabalhistas estão regularizadas. De acordo com a empresa, os descontos realizados nos pagamentos seguem rigorosamente o que é previsto na lei e medidas administrativas estão sendo tomadas para que o serviço nas escolas não sofra mais impactos.
Por outro lado, a Secretaria Municipal de Educação também se manifestou e negou qualquer dívida com as funcionárias. A pasta atribuiu o movimento a uma confusão gerada por informações erradas sobre o vale-alimentação. Segundo a prefeitura, como o contrato termina no dia 28 de maio, o benefício foi pago de forma proporcional aos dias que serão efetivamente trabalhados, o que teria sido mal interpretado pelas berçaristas. A secretaria, no entanto, não divulgou o balanço de quantas unidades escolares ficaram sem atendimento durante o protesto.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Escolas Municipais contestou a versão da prefeitura, afirmando que o órgão está tentando desviar o foco da desvalorização e da sobrecarga enfrentada pelas profissionais. A entidade negou ter incentivado a paralisação, mas reforçou que apoia a busca das berçaristas pelo recebimento correto de seus direitos. Enquanto o impasse entre sindicato, empresa e prefeitura continua, as profissionais aguardam uma solução definitiva para garantir que todas as verbas rescisórias sejam pagas até o fim do mês.







