segunda, 22 de junho de 2026

Batismo de viaduto com nome da mãe de Bolsonaro vira alvo de disputa política na Alesp

A escolha do nome para um viaduto localizado em Diadema, na Grande São Paulo, transformou-se no mais novo capítulo da polarização política dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo. A deputada estadual Beth Sahão, do PT, apresentou uma proposta oficial para retirar o nome de Olinda Bolsonaro, mãe do ex-presidente Jair Bolsonaro, da estrutura viária que fica na altura do quilômetro 15 da Rodovia dos Imigrantes.

A homenagem à matriarca da família Bolsonaro havia sido oficializada recentemente pelo governador Tarcísio de Freitas, que aprovou a medida na última quarta-feira, dia 10. A iniciativa original de dar o nome de Olinda ao viaduto foi do deputado estadual Paulo Mansur, do PL, por meio de um projeto apresentado ainda no ano de 2023. A mãe do ex-presidente faleceu no início de 2022, aos 94 anos, e passou grande parte da vida na cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, região onde Jair Bolsonaro cresceu.

Agora, a oposição quer reverter a decisão e mudar o letreiro do local. No projeto apresentado pela parlamentar petista, a sugestão é que o viaduto passe a se chamar Beatriz Accorsi Pardi. A intenção é prestar uma homenagem a Bia Pardi, ex-deputada estadual e uma das figuras históricas que participaram da fundação do Partido dos Trabalhadores, que faleceu na última terça-feira, dia 9.

O impasse promete movimentar as comissões da Alesp nos próximos dias, dividindo opiniões entre deputados aliados ao atual governo e blocos de oposição. Enquanto os defensores da atual nomenclatura destacam a importância de valorizar a memória da família do ex-presidente, a nova proposta busca exaltar a trajetória de uma liderança política de esquerda com forte atuação no estado, transformando um pedaço de concreto da rodovia em uma disputa simbólica de espaço político.

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