

Um levantamento preocupante da Neoenergia Elektro revela que, apenas nos primeiros três meses deste ano, foram registradas mais de 700 colisões de veículos contra postes em sua área de atuação, que abrange cidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O impacto desses acidentes vai muito além do trânsito: as ocorrências provocaram a interrupção do fornecimento de energia para aproximadamente 49 mil unidades consumidoras, o que afeta a rotina de mais de 100 mil pessoas. A média assusta, já que, a cada três horas, um motorista atinge a rede elétrica em algum ponto da concessão.

A divulgação desses dados coincide com as ações do Maio Amarelo, mês dedicado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito. Segundo Guilherme Mafra, gerente de segurança da concessionária, a substituição de um poste é um trabalho complexo que exige tempo e coloca vidas em risco. Além do perigo físico e do transtorno coletivo, o motorista responsável pelo acidente sente o impacto no bolso. Os custos para reparar os danos podem variar de R$ 5,6 mil, em casos simples, até R$ 20 mil, quando equipamentos caros, como transformadores, são destruídos.
Algumas cidades registraram aumentos alarmantes em comparação ao ano passado. Em Itanhaém, no litoral paulista, o número de clientes que ficaram no escuro devido a batidas saltou de 38 para quase 1.800 no primeiro trimestre. Já em Atibaia, o total de pessoas afetadas cresceu quase 500%. Esses números reforçam o tema da campanha de trânsito deste ano, que foca na importância de enxergar o próximo para salvar vidas, lembrando que a imprudência ao volante gera prejuízos em série para toda a sociedade.
Em caso de colisão com a rede elétrica, a orientação das autoridades e da distribuidora é vital: nunca saia do veículo se houver cabos caídos sobre ele, pois a lataria pode estar energizada e causar choques fatais. O ideal é permanecer dentro do carro, sem tocar em partes metálicas, e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e a central de atendimento da concessionária. Para quem presencia o acidente, a regra é manter uma distância de pelo menos dez metros e impedir que outras pessoas se aproximem até a chegada dos técnicos.







