quinta, 12 de março de 2026

Banco Central informa que R$ 10,3 bilhões estão esquecidos em contas bancárias

O Banco Central do Brasil atualizou os números referentes ao Sistema de Valores a Receber, revelando que uma quantia bilionária ainda aguarda pelo resgate de seus donos. De acordo com o balanço mais recente da instituição, aproximadamente 49,6 milhões de brasileiros — entre pessoas físicas e empresas — possuem, juntos, cerca de R$ 10,3 bilhões esquecidos em contas correntes, poupanças ou outras modalidades financeiras encerradas. O montante impressiona não apenas pelo valor total, mas pela quantidade de pessoas que ainda não realizaram a consulta oficial para reaver o que lhes é de direito.

A maior parte dos valores disponíveis pertence a cidadãos comuns, mas o levantamento aponta que uma parcela significativa também está vinculada a CNPJs de empresas que já não operam mais. O sistema foi criado pelo Banco Central para facilitar a devolução de saldos que ficaram para trás após o fechamento de contas bancárias, consórcios ou cooperativas de crédito. Apesar do alto valor total acumulado, o órgão ressalta que a maioria dos beneficiários tem quantias pequenas a receber, muitas vezes inferiores a R$ 10, mas há casos isolados de valores expressivos que podem fazer diferença no orçamento das famílias.

O processo de resgate é feito de maneira totalmente digital e gratuita através do portal oficial mantido pelo Banco Central. Para realizar a consulta, o interessado precisa apenas informar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento ou de fundação da empresa. Caso o sistema identifique algum saldo positivo, o usuário é orientado sobre como solicitar a transferência, que geralmente ocorre via Pix em um prazo de poucos dias. A autoridade monetária reforça que este é o único canal oficial para a transação, alertando os brasileiros sobre tentativas de golpes que utilizam links falsos ou solicitam pagamentos prévios para liberar o dinheiro.

A manutenção desses recursos no sistema bancário sem movimentação gera custos operacionais e dificulta a circulação de capital na economia. Por isso, o governo e as instituições financeiras incentivam que a população verifique periodicamente o sistema, especialmente após o encerramento de vínculos com bancos. Em 2026, com a digitalização cada vez maior dos serviços financeiros, o Banco Central espera que a maior parte desses R$ 10,3 bilhões seja devolvida aos seus proprietários originais, ajudando a injetar recursos diretamente no consumo e no pagamento de dívidas dos brasileiros.

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