

O Governo do Estado de São Paulo alcançou uma marca histórica no acolhimento a vítimas de violência doméstica ao conceder o Auxílio-Aluguel para mais de 5,3 mil mulheres apenas no último mês de junho. Esta é a primeira vez, desde a criação do programa há pouco mais de um ano, que o benefício mensal ultrapassa a barreira dos 5 mil atendimentos em um único período. Para garantir esse suporte, foram investidos cerca de R$ 2,7 milhões no mês, um montante que quase triplicou em relação a junho do ano passado, quando o repasse foi de R$ 936,5 mil. Os dados foram consolidados e divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS).

De acordo com a pasta, esse crescimento expressivo reflete diretamente a ampliação do acesso à política pública e o fortalecimento de toda a rede estadual de proteção, oferecendo um suporte financeiro crucial para que as mulheres consigam romper o ciclo de abusos e recomeçar a vida com segurança. A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destacou que atingir esse recorde demonstra a força e a urgência de uma ação governamental focada em não deixar essas mulheres desamparadas, transformando estatísticas em oportunidades reais de dignidade e autonomia. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, o investimento total já ultrapassou R$ 24 milhões, beneficiando mais de 8,4 mil mulheres.
A iniciativa integra o movimento SP Por Todas, que une diferentes áreas do governo na proteção ao público feminino, e já se estende por 591 municípios paulistas. Essa ampla cobertura destaca a importância da rede de assistência social de cada cidade, que funciona como a principal porta de entrada para quem precisa do recurso. O programa oferece uma ajuda de custo de R$ 500 por mês durante um semestre, com a possibilidade de renovação por mais seis meses. Para ter direito ao benefício, a mulher precisa morar no estado de São Paulo, comprovar situação de vulnerabilidade com renda familiar de até dois salários mínimos antes da separação e possuir uma medida protetiva expedida pela Justiça.


O cadastramento deve ser feito presencialmente nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) ou nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) de cada município. Após a análise e aprovação dos documentos, o dinheiro é depositado diretamente em uma conta poupança social do Banco do Brasil em nome da beneficiária. Além do dinheiro para o aluguel, o programa funciona de forma integrada com outras ações locais, garantindo acompanhamento psicológico, orientação jurídica e serviços de proteção social. As mulheres que necessitam de ajuda ou orientação também podem procurar apoio em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), nos batalhões da Polícia Militar e em órgãos do Sistema de Justiça, como o Ministério Público e a Defensoria Pública.







