segunda, 4 de maio de 2026

Autor de tiros contra casal preso em Goiás será transferido para Rio Preto

O homem de 64 anos, identificado pelas iniciais N.A.D.M. e apontado como o autor de um ataque a tiros contra uma família na Vila Esplanada, em São José do Rio Preto, será transferido para o interior paulista após ser preso em Goiânia (GO). A captura foi confirmada pelo delegado Roberval Costa Macedo, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), que destacou o sucesso da operação, embora ainda não exista uma data fechada para o transporte do detento até o município paulista.

O crime aconteceu no dia 16 de abril e teve consequências trágicas. O manobrista Marcelo Barbosa, de 43 anos, foi atingido na cabeça e faleceu dias depois no Hospital de Base. Sua esposa também foi alvejada por quatro disparos e segue recebendo cuidados médicos em uma unidade hospitalar. O filho do casal, de 18 anos, também estava na residência no momento da invasão, mas conseguiu sobreviver ao se trancar em um dos quartos da casa. Segundo as investigações, o ataque teria sido motivado por uma desconfiança infundada do agressor, que acreditava, sem provas, que o casal o havia denunciado por um crime anterior de estupro de vulnerável, pelo qual ele já era procurado.

Após o atentado, o suspeito iniciou uma fuga estratégica, utilizando uma motocicleta e viajando preferencialmente durante a noite por rotas alternativas para evitar o cerco policial. O objetivo do idoso era chegar ao estado do Tocantins, mas o monitoramento realizado por uma força-tarefa entre as polícias Civil, Militar e Federal de Rio Preto, em conjunto com a inteligência da polícia de Goiás, interrompeu seus planos. Ele foi localizado na tarde da última quinta-feira (23) enquanto descansava em um ponto de parada na capital goiana.

No momento da abordagem, os policiais encontraram com o homem uma pistola calibre .380, possivelmente a mesma arma utilizada no crime em Rio Preto, além de uma quantia em dinheiro. Com a prisão efetuada, ele agora responderá por homicídio consumado, duas tentativas de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O caso, que inicialmente era tratado por um núcleo especializado, passou para a responsabilidade da Deic devido à sua complexidade e à periculosidade do investigado.

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