


Em entrevista recente ao videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, do jornal O Globo, a atriz Luana Piovani compartilhou detalhes sobre sua trajetória pessoal e espiritual, definindo-se atualmente como uma “evangélica macumbeira”. Durante a conversa com a jornalista Maria Fortuna, exibida nesta quinta-feira (9), a artista celebrou seus 35 anos de carreira e o sucesso de sua peça, “Cantos da Lua”, que se prepara para a terceira temporada em Portugal, país onde reside atualmente.

Luana explicou que sua aproximação com religiões de matriz africana é resultado de um interesse de longa data e de uma busca por suas raízes brasileiras. Após uma viagem a Salvador, ela decidiu que era o momento de frequentar um terreiro e se conectar oficialmente com uma fé com a qual sempre se identificou. Para a atriz, essa escolha também é uma forma de reconhecimento da herança cultural do Brasil e da dívida histórica com os povos de origem africana, algo que ela passou a compreender melhor ao longo de seu amadurecimento.
Criada na Igreja Adventista do Sétimo Dia por influência de sua avó, a atriz aproveitou a ocasião para analisar o atual cenário evangélico no país. Luana manifestou uma visão crítica, afirmando que o segmento se transformou em uma “indústria política” que, em sua visão, muitas vezes falha no respeito à crença alheia. Ela pontuou que o preconceito sofrido por esse grupo hoje possui raízes em comportamentos de intolerância observados na sociedade contemporânea.













Apesar das críticas contundentes, a artista demonstrou acreditar que sua postura reflete sua essência e honestidade. Ao refletir sobre a criação religiosa que recebeu na infância e sua transição atual, Luana mencionou que, embora imagine um choque inicial por parte de seus antepassados, acredita que seus familiares teriam orgulho de sua autenticidade. O relato reforça a imagem de Luana Piovani como uma figura que não hesita em expor suas transformações e opiniões sobre temas sensíveis da cultura brasileira.



























