

Um ato pacífico em celebração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+ terminou em confusão e denúncias de truculência na manhã deste domingo, dia 28 de junho, em Brasília. Cerca de 20 ativistas foram impedidos por policiais legislativos da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira com as cores do arco-íris, de aproximadamente 50 metros de comprimento, no gramado localizado em frente ao Congresso Nacional.

De acordo com o ativista Michel Platini, o grupo chegou ao local antes das 10h e, assim que conseguiu abrir o símbolo no chão, foi abordado por policiais que chegaram em viaturas. Ele relatou que a aproximação policial ocorreu de forma violenta, o que levou os manifestantes a se ajoelharem para demonstrar que estavam desarmados e que não tinham a intenção de iniciar um confronto. Na ocasião, os participantes explicaram que o ato era uma manifestação pacífica pelo orgulho e uma resposta às violências sofridas pela comunidade.
Os policiais legislativos alegaram que o grupo não possuía autorização para ocupar o espaço. No entanto, os organizadores rebateram a afirmação, garantindo que o pedido formal havia sido feito na semana anterior e que a própria Constituição Federal assegura o direito à livre manifestação. Platini criticou a postura da corporação, afirmando que o ato foi reprimido sem justificativa e comparou a eficiência da abordagem com a falta de ação para conter as invasões antidemocráticas de 8 de janeiro de 2023. O designer Rafael Lira, de 39 anos, que também participava do protesto, lamentou o ocorrido e relatou que o grupo ficou bastante assustado com o clima de tensão criado pela polícia.


Diante do episódio, o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal prometeram entrar com uma representação oficial na Câmara dos Deputados para exigir uma investigação rigorosa sobre a conduta dos agentes envolvidos. O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, tomou conhecimento do caso durante um encontro à tarde e garantiu que cobrará explicações formais sobre a abordagem. A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados foi procurada para se posicionar sobre o ocorrido, mas não enviou resposta até o momento.








