

O ativista brasileiro Thiago Ávila, integrante da organização Flotilha Global Sumud, já se encontra no Egito aguardando o voo de retorno ao Brasil após ser deportado pelo governo de Israel. Ele permaneceu detido em território israelense por seis dias, após uma ação da Marinha daquele país em águas internacionais. A confirmação da liberação foi feita neste domingo por advogados da ONG Adalah, que prestou assistência jurídica ao brasileiro durante o período em que ele esteve na prisão.

A detenção ocorreu na madrugada do dia 30 de abril, quando o barco em que Thiago e o palestino-espanhol Saif Abukeshek navegavam foi interceptado enquanto seguia em direção à Faixa de Gaza. Durante o período de prisão, os dois ativistas iniciaram uma greve de fome como forma de protesto. O caso de Abukeshek chegou a um estágio mais crítico na última semana, quando ele também passou a recusar a ingestão de água, gerando preocupação entre organizações de direitos humanos.
O governo de Israel justificou a medida de deportação através de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores. No comunicado, as autoridades israelenses classificaram os ativistas como “provocadores” e reforçaram que não tolerarão tentativas de furar o bloqueio naval imposto à região de Gaza, alegando que a restrição é legítima. Por outro lado, a defesa dos ativistas sustenta que a ação da flotilha tinha caráter humanitário e pacífico.
O trajeto de volta de Thiago Ávila começou pela passagem de Taba, que liga Israel ao Egito. Do Cairo, ele seguirá para a Etiópia e, finalmente, embarcará em um voo para o Brasil. Enquanto o brasileiro já iniciou sua jornada de retorno, a situação de Saif Abukeshek continua sendo acompanhada de perto por advogados e entidades internacionais, dado o rigor da detenção e o estado de saúde do ativista espanhol.







