

A presidente da Associação Guasomafe, Efigênia Cristina, informou ao Ministério Público que vai transferir para os cofres da Prefeitura de São José do Rio Preto a quantia de R$ 11,2 mil. O dinheiro foi arrecadado com a cobrança de estacionamento na Cidade da Criança — um espaço público municipal — durante o show da banda Guns N’ Roses, realizado no Recinto de Exposições no dia 7 de abril. O depoimento foi prestado ao promotor Carlos Romani, que lidera uma investigação sobre o uso indevido do local e o destino dos valores recolhidos.

De acordo com as declarações de Efigênia, a entidade, que tem sede na cidade de Guaraci, planejava usar os recursos para financiar uma corrida voltada ao público infantil. Ela explicou que a ideia de explorar o espaço público partiu da orientação de um organizador de eventos. Diante da polêmica e da investigação, a associação agora pretende pedir que o montante seja oficialmente direcionado ao Fundo Municipal de Solidariedade. O caso já provocou barulho na política local, resultando na demissão de Klebinho Kizumba do cargo de secretário de Esportes, após ele ter assinado a autorização para o uso do terreno. Com a exoneração, Kizumba reassumiu suas funções como vereador na Câmara Municipal.
Outro desdobramento importante envolve José Luís Pereira, ex-secretário de Finanças e Orçamento da Câmara, que também foi exonerado. Na noite do show, as transferências via Pix feitas pelos motoristas caíram diretamente na conta bancária pessoal dele. Em sua defesa ao Ministério Público, Pereira alegou que foi contratado por um terceiro para coordenar a operação do estacionamento e que recebeu R$ 1 mil pelo trabalho, sem conhecer a presidente da associação. Ele garantiu que repassou todo o dinheiro arrecadado para a entidade dois dias após o evento e negou qualquer crime.
A Promotoria ouviu ainda uma testemunha chamada Max, apontada como a pessoa que organizou o fluxo dos pagamentos via Pix e a transferência para a associação. Em seu depoimento, Max afirmou que não teve conversas com o ex-secretário de Esportes sobre a liberação da área. Enquanto o promotor Carlos Romani analisa os próximos passos da investigação para apurar possíveis irregularidades no uso do patrimônio público, os advogados dos envolvidos aguardam o acesso completo aos depoimentos para estruturar suas defesas.







