quarta, 10 de junho de 2026

Assessoria de Flávio Bolsonaro critica Embaixada do Brasil nos EUA por negar espaço para entrevista

A assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota oficial com duras críticas à Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. De acordo com o comunicado, a representação diplomática brasileira teria se recusado a ceder suas instalações para que o parlamentar pudesse conceder uma entrevista coletiva aos jornalistas que acompanhavam sua agenda na capital americana. O texto distribuído aos meios de comunicação classifica a postura do órgão governamental como inadmissível e sugere que a decisão de barrar o uso do local foi motivada por perseguição política e divergências ideológicas.

No manifesto enviado aos jornalistas, a equipe do pré-candidato à Presidência argumentou que um espaço público pertence a todo o povo brasileiro e não deveria ser gerido de maneira seletiva para favorecer determinados posicionamentos. A equipe de Flávio Bolsonaro destacou que, diante da relevância de um parlamentar eleito se reunir com o presidente dos Estados Unidos, a embaixada deveria ter facilitado o trabalho dos correspondentes internacionais em vez de rejeitar um pedido logístico comum. O comunicado encerra com um questionamento incisivo, acusando o Ministério das Relações Exteriores de atuar como um braço partidário do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cobrando que as instituições sirvam ao Estado e não a interesses de grupos políticos específicos.

A polêmica diplomática ocorreu logo após o senador fluminense participar de um encontro reservado de uma hora e quarenta minutos com o presidente americano Donald Trump, realizado no Salão Oval da Casa Branca. Embora a reunião não constasse nos canais de divulgação oficial do governo dos Estados Unidos, os detalhes do bastidor foram confirmados por integrantes da comitiva. Durante a conversa, Trump demonstrou cortesia ao perguntar sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para defender pautas de segurança pública, incluindo o pedido para que o governo dos Estados Unidos catalogue as facções criminosas brasileiras como grupos terroristas globais.

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