domingo, 19 de julho de 2026

Argentina supera a Suíça com brilho de Julián Álvarez e reedita duelo histórico contra a Inglaterra na semifinal

A Argentina está classificada para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida tensa e muito disputada, a seleção sul-americana venceu a Suíça por 2 a 1, garantindo seu lugar entre as quatro melhores equipes do planeta pela terceira vez nas últimas quatro edições do torneio. A vitória confirmou uma importante mudança de postura da atual campeã mundial: se no passado a história argentina em Copas era marcada por dramas e desfechos fora de controle, desde o título no Catar em 2022 o grupo comandado por Lionel Scaloni mostra uma enorme capacidade de suportar a pressão e encontrar saídas nos momentos mais difíceis.

O próximo desafio dos argentinos será um verdadeiro teste para os corações dos torcedores. O triunfo carimbou o passaporte para um reencontro histórico contra a Inglaterra, reeditando um dos clássicos mais emblemáticos do futebol mundial. O confronto evoca imediatamente as memórias da Copa de 1986, quando Diego Maradona liderou a vitória albiceleste com os dois gols mais famosos de sua carreira: o gol com a “Mão de Deus” e a antológica jogada na qual driblou quase toda a defesa inglesa. Quarenta anos depois, caberá a Lionel Messi liderar seus companheiros em um novo capítulo dessa rivalidade histórica por uma vaga na grande final.

No duelo contra os suíços, Messi teve um papel determinante, mesmo saindo de campo sem balançar as redes pela primeira vez neste Mundial. Logo no início do jogo, o camisa 10 cobrou um escanteio fechado e preciso para Alexis Mac Allister desviar de cabeça na primeira trave, abrindo o placar. O lance garantiu a décima assistência do craque na história das Copas, ampliando seu próprio recorde na competição. A Suíça, porém, vendeu caro a derrota. Explorando as brechas e os erros de marcação do meio-campo argentino, os europeus chegaram ao empate com um gol de Dan Ndoye e ameaçaram o favoritismo dos atuais campeões.

O destino do confronto começou a mudar no segundo tempo devido a um lance polêmico. O atacante suíço Breel Embolo, que já tinha cartão amarelo, disputou uma bola na área com Leandro Paredes e caiu pedindo pênalti. O VAR analisou a jogada e o árbitro entendeu que houve simulação, aplicando o segundo amarelo e expulsando o jogador. Mesmo com a vantagem numérica, a Argentina enfrentou uma muralha defensiva montada pela Suíça, que tentava segurar o empate de todas as formas para levar a decisão para as penalidades.

A insistência argentina foi premiada antes que o jogo caminhasse para a prorrogação. O treinador Lionel Scaloni mexeu no time e colocou José Manuel López em campo. O atacante iniciou a jogada decisiva e tocou para Julián Álvarez. O camisa 9, que ainda não havia marcado gols nesta edição da Copa, dominou a bola com categoria e acertou um chute espetacular no ângulo do goleiro Gregor Kobel, selando a vitória por 2 a 1. O resultado mantém viva a excelente campanha estatística da Argentina no torneio, que ostenta uma média de quase três gols por partida e uma impressionante troca de passes. Além disso, o confronto isolou o país como a seleção que mais disputou partidas com tempo extra na história das Copas, tendo vencido 11 dessas 13 decisões dramáticas.

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