


A malha urbanizada no Brasil registrou um crescimento de 12,27% entre os anos de 2019 e 2022, resultando no ganho de aproximadamente 5,9 mil quilômetros quadrados de área construída — uma extensão equivalente ao território do Distrito Federal. Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Realizado com base no mapeamento por imagens de satélite, o estudo revela que a superfície urbanizada total do país atingiu cerca de 53,9 mil quilômetros quadrados, o que representa apenas 0,6% de toda a extensão territorial brasileira.

De acordo com os pesquisadores do IBGE, o mapeamento tem como foco a expansão horizontal das cidades, identificando telhados e vias a partir de visões aéreas, sem mensurar o crescimento vertical de edifícios ou o volume populacional dessas regiões. Do total de áreas mapeadas, mais de 70% apresentam alta densidade de construções com poucos espaços verdes. Outra constatação do levantamento é a forte concentração espacial do desenvolvimento urbano: municípios situados no litoral ocupam somente 5% do território nacional, porém concentram quase 20% de toda a área urbanizada. Por outro lado, a região da Amazônia Legal responde por cerca de 59% do território do país, mas acolhe apenas 14% das áreas urbanizadas.
O estudo aponta ainda que cinco estados — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia — concentram mais da metade de toda a malha urbana brasileira. O município de São Paulo lidera o ranking de maior superfície urbanizada em termos absolutos, seguido por Brasília e Rio de Janeiro. No entanto, quando analisada a proporção de ocupação em relação ao tamanho total do município, São Caetano do Sul, no ABC Paulista, figura na primeira posição nacional com 100% de seu território urbanizado. Segundo os analistas do instituto, as informações servem de base para o planejamento de políticas públicas voltadas à habitação, mobilidade e sustentabilidade em áreas de expansão.









