quarta, 10 de junho de 2026

Araçatuba concentra as duas únicas mortes por chikungunya registradas no estado de São Paulo em 2026

A cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, acendeu um alerta vermelho na saúde pública ao registrar as duas únicas mortes por chikungunya de todo o estado paulista em 2026. Segundo informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde, o município enfrenta um avanço preocupante da doença, registrando 559 casos confirmados no período entre janeiro e maio, um comportamento atípico mesmo com a chegada dos meses mais frios do ano, quando a proliferação do mosquito costuma diminuir. Com esses indicadores, a cidade assumiu a liderança isolada em número de infectados na região do noroeste paulista.

A moradora Almerinda Rodrigues Oliveira, que é aposentada, sentiu na pele os efeitos do vírus após ser infectada junto com a sua filha. Ela relatou que, apesar de manter todos os cuidados preventivos em sua residência para evitar acúmulo de água, não conseguiu escapar da contaminação. Almerinda descreveu que os sintomas da chikungunya são bastante agressivos, destacando dores intensas pelo corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira e uma fraqueza extrema que dificulta tarefas simples do dia a dia, como o ato de se levantar da cama.

De acordo com as análises da prefeitura, a atual crise de saúde pode ser um reflexo direto da alta circulação do mosquito Aedes aegypti herdada do ano passado, período em que Araçatuba enfrentou a sua pior epidemia de dengue da última década. Para tentar frear o contágio, equipes municipais de controle de endemias seguem mobilizadas em vistorias constantes para orientar os moradores e eliminar os criadouros das larvas do inseto.

Apesar do esforço das autoridades, a Secretaria de Saúde ressaltou que o sucesso do combate à doença depende diretamente da colaboração dos cidadãos. O principal obstáculo enfrentado pelos agentes de saúde tem sido a resistência dos próprios moradores em abrir as portas de suas casas. Dados da pasta apontam que, nos últimos meses, mais de 3 mil residências tiveram a entrada de fiscalização recusada, uma postura que sabota o mapeamento de focos de água parada e coloca em risco a saúde de toda a comunidade.

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