

O inverno traz consigo dias de baixa umidade, oscilações térmicas e uma maior concentração de poluentes no ar, fatores que afetam não apenas as pessoas, mas também a saúde dos animais de estimação. A combinação de ar seco e frio favorece o surgimento ou o agravamento de problemas respiratórios nos pets, além de provocar o ressecamento da pele, dos olhos e das vias aéreas. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), filhotes, animais idosos e aqueles com doenças crônicas exigem atenção especial por serem os mais vulneráveis às mudanças da estação.

Entre as principais recomendações para proteger os animais durante o período estaria o estímulo constante à hidratação. Como muitos cães e gatos reduzem o consumo espontâneo de água no frio, veterinários orientam espalhar recipientes limpos pela casa, oferecer alimentos úmidos e utilizar fontes de água corrente para atrair os felinos. Nos passeios ao ar livre, a orientação é optar pelos horários menos frios do dia, evitando exposição ao vento forte e à chuva, além de garantir a secagem completa do animal caso ele se molhe. Raças de pelo curto, filhotes e idosos podem se beneficiar do uso de roupas de proteção para encarar as baixas temperaturas.
A atenção à saúde respiratória deve ser redobrada em raças de focinho curto, como pugs, buldogues, shih-tzus e gatos persas, que já possuem predisposição anatômica a dificuldades na respiração. Tosse persistente, espirros frequentes, secreção nasal, febre e apatia são sinais de alerta que exigem avaliação profissional. Para preservar a pele e os olhos, especialistas recomendam reduzir a frequência de banhos, utilizar produtos específicos com água morna e secar totalmente a pelagem, além de priorizar a limpeza da casa com pano úmido em vez de vassoura para não suspender poeira e ácaros no ar. Manter a vacinação em dia e o acompanhamento veterinário regular garante que o pet passe pela estação fria com segurança e bem-estar.









