segunda, 8 de junho de 2026

Após vazamento de áudio, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e defende CPI do Banco Master

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro reagiu publicamente nesta quarta-feira ao vazamento de um áudio em que aparece cobrando recursos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A gravação, revelada pelo site Intercept Brasil, mostra o parlamentar pressionando o empresário pelo pagamento de parcelas atrasadas destinadas à produção do filme Dark Horse, documentário que narra a vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Em sua defesa, o senador afirmou que não há nada de ilícito na conversa e que o contato se restringia à busca por patrocínio privado para um projeto que não utiliza recursos públicos ou incentivos fiscais.

Em nota oficial, Flávio Bolsonaro buscou se distanciar das polêmicas que envolvem o Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025 após a prisão de seu proprietário por fraudes financeiras. O senador destacou que conheceu Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando o governo de seu pai já havia terminado e não pesavam suspeitas públicas contra o banqueiro. Ele reforçou que a relação era estritamente profissional e voltada ao financiamento do filme, garantindo que nunca ofereceu vantagens políticas, intermediou negócios com o governo ou recebeu qualquer benefício pessoal em troca das conversas.

Para contra-atacar o desgaste causado pela divulgação das mensagens, o senador agora defende a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo ele, a investigação é necessária para separar “inocentes de bandidos” e para apurar supostas ligações da instituição financeira com representantes do atual governo. Flávio argumenta que sua conduta foi transparente, ao contrário do que classifica como relações suspeitas de adversários políticos com o ex-banqueiro.

Apesar da tentativa de esclarecimento, o teor das mensagens enviadas dias antes da prisão de Vorcaro ainda gera repercussão. Em um dos textos, o senador utiliza um tom de proximidade, chamando o empresário de “irmão” e prometendo lealdade contínua. As mensagens foram enviadas em 16 de novembro de 2025, apenas 24 horas antes de o banqueiro ser detido por operações fraudulentas. Agora, o parlamentar aposta na abertura da CPI como uma estratégia para provar sua isenção e transferir o foco das investigações para outras esferas políticas.

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