

A polêmica e desativada “Ponte do Esqueleto”, localizada na divisa entre os municípios paulistas de Limeira e Cordeirópolis, pode ser totalmente destruída. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão ligado ao governo federal, iniciou conversas com as administrações dessas duas cidades para decidir o futuro da estrutura. O debate ganhou urgência máxima após a morte trágica de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado, durante a realização de um esporte radical clandestino no local.

A jovem, que morava em Jandira, despencou de uma altura de aproximadamente 40 metros. De acordo com as investigações, ela participava de uma atividade conhecida como rope jump — uma modalidade de salto em queda livre com cordas — organizada por uma empresa particular. Testemunhas relataram que instrutores chegaram a erguer a jovem e arremessá-la da estrutura antes que ela estivesse devidamente presa aos equipamentos de proteção essenciais para segurar o impacto. Em comunicado oficial, a SPU explicou que a ponte passou a ser de propriedade da União em maio e reforçou que jamais emitiu qualquer tipo de autorização para o funcionamento de atividades esportivas ou de lazer na área.
Diante do ocorrido, representantes federais se reuniram com os prefeitos de Cordeirópolis, Cristina Saad, e de Limeira, Murilo Félix, para alinhar as providências administrativas. Os dois chefes do Executivo municipal foram categóricos ao defender que a ponte seja implodida o mais rápido possível. O prefeito de Limeira ressaltou que a estrutura desativada oferece perigo conhecido há anos e que, mesmo estando interditada pelo poder público, continuava atraindo curiosos de fora. Ele também solicitou que a Polícia Federal entre no caso para investigar e derrubar anúncios na internet que promovem novos eventos clandestinos no local.
Enquanto a autorização para a demolição definitiva não avança, o governo federal e as prefeituras decidiram adotar medidas emergenciais imediatas para fechar completamente o cerco aos invasores. Ficou acordado que serão instaladas novas placas de aviso sobre o perigo e barreiras físicas nas estradas de terra que dão acesso ao local. Durante o encontro, a equipe de Limeira revelou que valetas de proteção abertas anteriormente pela prefeitura para barrar carros haviam sido tapadas criminosamente por terceiros. As autoridades alertam que a entrada no terreno é estritamente proibida e que qualquer invasor poderá responder criminalmente por invasão de propriedade pública.







