sábado, 11 de julho de 2026

Após desestatização, Sabesp expande investimentos e transforma realidade de milhões de paulistas

A vida de milhões de famílias em diversas regiões do estado de São Paulo tem passado por uma profunda transformação com o avanço dos serviços de saneamento básico. Desde a desestatização realizada pelo governo estadual em 2024, a Sabesp conseguiu levar água encanada e de qualidade para 2,1 milhões de pessoas, além de garantir o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto para outros 4,3 milhões de habitantes. O impacto dessas obras é sentido diretamente no cotidiano de comunidades que antes sofriam com a escassez crônica e a falta de infraestrutura.

Em Poá, na Grande São Paulo, a rotina dos moradores da Vila São Francisco era marcada pelo sacrifício. A professora Maria Helena da Silva lembra que a comunidade dependia de ligações improvisadas e que a água chegava sem pressão, tornando a tarefa de encher uma simples garrafa um processo que demorava horas. Por morar na parte mais alta do bairro, ela precisava interromper o sono de madrugada para conseguir abastecer os recipientes da casa. Essa realidade de quatro décadas mudou com o investimento de R$ 10 milhões na implantação dos primeiros quilômetros de tubulações de água, enquanto as equipes agora trabalham na construção da rede de esgoto local.

Cenários semelhantes de dificuldades foram superados no Residencial Pollyana, em Itupeva, e no loteamento Santa Inês, em Mairiporã. Na primeira localidade, as famílias dependiam do abastecimento feito por caminhões-pipa para encher um reservatório comunitário que frequentemente secava, o que obrigava os moradores a racionar água até mesmo ao receber visitas. Com a interligação direta à rede pública concluída, os residentes agora desfrutam de segurança hídrica. Já em Mairiporã, o investimento de R$ 1 milhão na distribuição de água está permitindo que comerciantes locais tirem projetos do papel, como a construção de banheiros e reformas estruturais que antes eram inviáveis por falta de abastecimento regular.

Os investimentos também trouxeram avanços ambientais e sociais significativos na área de esgotamento sanitário. Na bacia do córrego Fazenda, em Barueri, o aporte de R$ 7 milhões permitiu o direcionamento correto dos resíduos de cerca de 600 imóveis para uma estação de tratamento. Moradores antigos relatam que o mau cheiro do canal era tão forte que prejudicava até os momentos das refeições, mas que hoje o cenário é de recuperação, sendo possível notar inclusive o retorno de peixes às águas. Em Itaquaquecetuba, o foco foi o armazenamento: moradores que antes guardavam garrafas sob a pia para enfrentar episódios de interrupção no serviço receberam caixas d’água gratuitas por meio de programas sociais da companhia.

Essa guinada na infraestrutura faz parte de um plano de investimentos que prevê o aporte de R$ 260 bilhões no estado até o ano de 2060. Desse total, R$ 70 bilhões estão sendo aplicados de forma acelerada até 2029 com o objetivo de universalizar os serviços. Para se ter uma ideia do ritmo atual, somente no ano passado foram injetados R$ 15,2 bilhões em melhorias estruturais, um crescimento superior a 120% em comparação ao período anterior. Atualmente, a Sabesp mantém mais de 1,2 mil frentes de trabalho ativas, acompanhadas de perto por programas de vistoria do governo estadual, avançando com tubulações e redes coletoras por municípios como Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Caieiras e Franco da Rocha.

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