


Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada e apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), está recolhido no Centro de Detenção Provisória IV, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. Ele foi capturado na última terça-feira, 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante ação da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn) com o suporte da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo. A transferência para o território brasileiro ocorreu sob forte escolta no dia seguinte.

O investigado estava foragido desde janeiro de 2022, quando uma ação armada com fuzis promoveu o resgate dele e de um comparsa na cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista. Durante o período em que esteve foragido, Prieto foi julgado à revelia e condenado a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de narcotráfico, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal de Guarujá, ratificou a validade da prisão e destacou a necessidade da custódia para garantir o cumprimento da pena diante do histórico de fuga internacional.
Durante as diligências no país vizinho, agentes brasileiros também buscavam localizar André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, outra liderança da organização criminosa, mas ele não foi encontrado. Em nota, a defesa de Prieto alegou que recorrerá da condenação sob a tese de nulidades no processo, enquanto o Ministério Público de São Paulo reforça que a logística empregada no resgate do réu evidencia a estrutura e a periculosidade do grupo criminoso.









