terça, 9 de junho de 2026

Anvisa suspende comercialização de remédios para pressão alta e câncer por falhas de qualidade e embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo de lotes específicos de medicamentos utilizados no tratamento do câncer de mama e no controle da pressão arterial. A medida foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Entre os produtos afetados está o Halaven (mesilato de eribulina), uma solução injetável fabricada pela United Medical Ltda e voltada para o tratamento de pacientes com câncer. A própria empresa solicitou o recolhimento voluntário do lote número 148386 após identificar um desvio de qualidade. O problema constatado aponta que a quantidade do princípio ativo na fórmula estava abaixo do limite exigido e aprovado pelas normas sanitárias.

O outro medicamento que sofreu sanções foi o maleato de enalapril, na versão de comprimidos de 20 miligramas em embalagem hospitalar, produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. Muito utilizado por pacientes que sofrem de hipertensão e insuficiência cardíaca, o remédio teve suas vendas travadas devido a uma falha grave na rotulagem. As caixas trazem impressa a dosagem incorreta de 10 miligramas na descrição de sua composição, quando na verdade o conteúdo possui 20 miligramas. Para este anti-hipertensivo, a Anvisa bloqueou os lotes 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M.

A orientação explícita para os cidadãos que possuem frascos ou cartelas desses lotes em casa é interromper o uso das medicações imediatamente. A agência recomenda que os pacientes procurem o médico responsável ou um farmacêutico para avaliar como proceder com a substituição do tratamento sem prejuízos à saúde, além de acionar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) dos respectivos laboratórios fabricantes.

Além desses dois casos, a fiscalização da Anvisa aplicou punições a outros produtos de saúde. O lote 8891/25 de Água para Infusão em bolsa de PVC, produzido pela Indústria Farmacêutica S/A, foi recolhido e proibido após uma análise do Instituto Adolfo Lutz apontar um desempenho insatisfatório nos testes de qualidade. Por fim, o órgão sanitário determinou a apreensão e a proibição total de fabricação, venda e propaganda de todos os lotes das “Cápsulas de óleo de pequi”, da empresa R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. De acordo com a Anvisa, o produto era vendido de forma clandestina, sem possuir qualquer tipo de registro, cadastro ou autorização de funcionamento da fábrica junto às autoridades governamentais.

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